O Renascimento do Amor

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Nessas épocas de festas, sempre nostálgicas e recheadas de contos do passado, tenho ultimamente evitado muitas coisas que me levem exatamente a dar essas voltas por um tempo alegre, o qual, outrora, me pegava sonhadora, cheia de planos pueris e sem preocupações. Ou bem mais amenas que as dos dias atuais.


Hoje, sou menos romântica em relação a uma série de questões as quais, inclusive, me fazem perder o rebolado. Sempre fui uma geradora de expectativas fina, fazedora de castelos e moradora do único andar da torre da Rapunzel, depois que esta fugiu com o príncipe. Certa ela. Só que meu castelo desmoronou. Espero que a Rapunzel esteja melhor do que eu!

A “adultice” trouxe, em porções homeopáticas –ainda bem-, uma realidade crua, tanto no aspecto sentimental, quanto relacional, em se falando de ser sociável com outras pessoas. Mas nem por isso, menos dolorosa. A decepção é quase um ingrediente diário nessa fase, por mais boa vontade que você tenha e persiga com unhas e dentes o caminho do bem. Sempre vai ter alguém pra você chamar de seu...FDP!

Quando se é assim, você cai do cavalo várias vezes, levanta e diz “vou começar tudo novamente”. Essa é a fé, falando ao seu ouvido. É preciso muito dela. E da paciência. Pode usar bastante essas duas. Segura na mão da fé, da paciência, de Deus e vai! Até que chega uma hora, que de tanto cair e “do chão não passar”, você prefere ficar lá...porque cansa! E o amor, principal agente do sentir romântico e socializador, em alguns casos é confundido com tudo...menos amor. Daí, vem as dúvidas, desesperos, chororôs, lamentos e arrependimentos. Como diz a canção “é preciso estar atento e forte...”, sonhar com os pés no chão, voar sem esquecer das raízes...muito menos esquecer que se é. Não sendo assim, anula-se a pessoa, pra dar espaço ao ego do outro. E a gente some, a cada passo. Desistimos inconscientemente do amor, pra dar vazão a outros assuntos. E vem a angústia, vem a dor. E, claro, a decepção (mais uma) sobre o que é o verdadeiro sentido do amor.   



Mas o que o definiria? Estou construindo dentro de minha essência de seu conceito. Até o momento, parece-me mais estar por perto, mesmo sem ser chamado, é sentir-se necessário e ser útil ao outro sem ser inconveniente, é abrir espaço à liberdade do ser amado sem abrir mão da sua e mesmo assim estar bem consigo mesmo (alguns chamam também de “amor próprio”)... é esperar algo em troca SIM, mas se a retribuição não chegar, é hora de partir. É saber a hora  de partir. O amor não morre. A meu ver, ledo engano quem acha que nada dura eternamente. O amor o qual percebo não morre. Ele pode transformar-se, contudo, está lá. Se morre, é porque não era amor.  

Estive pensativa sobre se eu ainda acreditaria em tal sentimento. Eu digo que sim. Apenas demoramos um pouco pra entender sua matéria-prima. Amadurecer a ponto de ouvir a mente e o coração leva tempo. E cada um tem o seu. Só peço que não desistam dele. Ele aparece, uma hora ou outra. Apenas escute-se! Mire-se por dentro! Muitas vezes precisamos renascer das cinzas como a fênix, por mais decepções, tristezas, descréditos que tenhamos passado. Ele vai chegar. Afinal, é a força motriz do mundo. Mesmo se esse mesmo mundo esteja cego... talvez apenas com uma fina venda nos olhos. All we need is LOVE!



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