Novo Degrau.

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Primeiro dia no novo emprego. Uma situação totalmente diferente, fui convidado a fazer parte de uma sociedade em uma empresa já madura, outrora minha fornecedora em tantas situações (eventos), uma pessoa que estimo muito pela força, determinação e exigência. Concordamos muito em diversos pontos; ao sermos parecidos em níveis de exigência, em pro-atividade, em detalhes, e ao sermos, também, extremamente diferentes na forma de se relacionar com o outro. Isso, confesso, pode ser um ponto tenso em uma sociedade, mas sempre conversamos sobre esse assunto e acreditamos que, por isso, poderíamos ser muito bons juntos. 

A proposta é trazer vida à identidade institucional da empresa, renovar marca e melhorar sua participação no mercado frente à concorrência. Inclui-se aí uma nova proposta para suas redes sociais, site, papelaria, e até a cara da marca. Eu chegaria para mudar. Acho que estou, mesmo, com essa vibe.

Uma segunda parte da proposta será lidar com as pessoas e processos da empresa. Devido a minha vasta experiência em grandes empresas, minha então sócia vê, em mim, essa oportunidade de amadurecimento de seus processos internos, e de um canal com os colaboradores que seja mais humano, mais fluido, mais presente. Bom, fiquei lisonjeado pela confiança que ela demonstrou. E entendi seus motivos. Admiro, por demais, a força que ele teve até agora em dirigir uma empresa - mesmo de porte médio -, sozinha, e com tantas atribuições (segmento demasiadamente dinâmico, este, o de Organização de Eventos), e tendo que lidar com suas colaboradoras, rotatividade, falta de pro-atividade e compromisso da equipe. 

Essa "força", talvez, tenha se estabelecido de forma a criar uma certa rigidez com relação aos processos internos, ao cuidado pessoal sobre a equipe, sobre os funcionários. É a intolerância da excelência. É o "se não consegue fazer, vou lá e faço". E nisso, absorveu-se atribuições/funções/tarefas de outros que limitam a sua, inevitavelmente limitando ou estagnando o crescimento da empresa. Por isso a figura do novo sócio, do olhar para a empresa (marketing) e para os processos internos.

Quem sabe um primeiro laboratório para novos conhecimentos adquiridos pela nova graduação? Quem sabe. Novo degrau.

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