Atravessar-me-ei.

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De quantas coisas nessas vida se pode ter uma certeza causticante, com aquela veemência de transbordar pelos poros? Não muitas, né? E isso não é medonho? Quer dizer... as vezes dói não se ter certas certezas. Principalmente sobre aquelas coisas que vêm do coração - ou de uma projeção, como queira dizer. 

Os sonhos sempre me foram bastante importantes. Eles criam e recriam sentimentos, momentos, situações, com uma força tão lúcida, tão verdadeira. Uma "certeza que era verdade". Mas nem era. Ou era? Se falarmos de momentos que já passamos, e gostaríamos de esquecer, não deixa de ser verdade. Uma re-verdade. Há a experiência novamente. A certeza causticante. 

Mas quando os sonhos nos projetam o vislumbre de algo que gostaríamos de alcançar... aí é muito bom. Mas é só um pedacinho de certeza. Não é certeza toda. Não aconteceu, e a possibilidade de não acontecer também é grande. Tenso, né, pensar assim? A certeza, neste caso, é que o sonho acaba e temos que atravessar o dia com ou sem ele.

Atravessar-me-ei pelos sonhos, então, mesmo sozinho, até o dia em que eu não acorde mais. 

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